terça-feira, 8 de maio de 2007

Última carta compartilhada

"(...) aos montes.

... Em troca, prometo parar de publicar o que te escrevo. Desde quando falei que te daria Eu. Se antes não era de todo verdade, porque qualquer alma um pouco mais doce entendia e me alcançava as palavras, agora é.
Aqui, ó: meus verbos, segundas, terceiras pessoas, reticências, subjuntivos.
Um dia, talvez lhe entregue mesmo. Nesse mesmo dia, vou começar a rezar para que tais palavras te ajudem a se entregar aos quatro ventos, conforme condiz com teu merecimento. E condiz, sim viu?!"

... Agora virou diálogo de um só.

4 comentários:

Otavio Cohen disse...

melhor um monólogo que uma afonia...
melhor não correspondido do que ausente

viva platão!

Camila disse...

seus textos me dão vergonha de tão lindos que são

Rafael Leopoldo disse...

monólogo uníssomo...

kleine kaugummi disse...

Que essa seja a primeira das últimas cartas.

E, sabe?
Acho eu, a tua palpiteira de plantão aqui que devias mesmo entregar, em pacote com laços de fita dos mais bonitos que já se viu.

Seria de se admirar ver o moço a chorar, diante de conhecer ali, num pedaço de papel, o quanto se pode ser e amar.

Altera toda uma existência saber-se amado assim, sabe?
-Presente que só quem recebeu sabe-

Se precisares de ajuda, ah, vou lá com vc, até de dar coragem...depois me saio a correr e te deixo a corar....
*rindomuito*

=*