sábado, 16 de agosto de 2008

E eu? Qualquer coisa que não cinzas.
Não-saber soa como morte, e na verdade é o Existir latente. Aceito minha ignorância gradativamente pra me sentir menos só... funciona.
'Inda de maneira mais eficiente quando ela incomoda e tortura sutilmente. Eu busco. Qualquer coisa que não cinzas, qualquer coisa que agora só se mostre por sinais tortos e eu abraço qualquer divinidade sugerida e me agarro a tudo que não seja imposto, mas que seja capaz de fornecer esboços de respostas ainda assim.
Semana passada foi o fim de tarde que coloriu o céu de três tons de azul.
Hoje é o som das pessoas festejando lá fora e o fato de não me fazer sentido: se a vida couber num instante de batuques, que sejam dionisíacos.
Não são.
Hoje, é a minha quietude.

6 comentários:

Ni disse...

"Hoje é o som das pessoas festejando lá fora e o fato de não me fazer sentido: se a vida couber num instante de batuques, que sejam dionisíacos.
Não são.
Hoje, é a minha quietude."


Ainda bem que eu tenho você pra falar por mim.

Ni disse...

E ah, eu te amo. Muito.

Flavinha disse...

Natália, acabei de ler esse texto por acaso, no blog da moça aó em cima. E fiquei tão encantada com essa delicadeza toda, com esse lirismo presente nas suas linhas que passei pra ler mais um pouco de você. Poucas leituras ultimamente me foram tão surpreendentes e agradáveis quanto a sua.

Parabéns pelo que vc semeia aqui.

Beijos :)

Insolente disse...

linkado desde já....adorei o blog...
já é uma espécie de vício...

N. disse...

ai.

Natália Nunes disse...

eu?
qualquer coisa - até cinzas.


bonito aqui.
já chega se impondo com esse layout, ui.


:)