Post deletado devido à besteira enorme que eu fiz ao sentir tudo aquilo quando ainda tinha o que eu acredito e a mim mesma.
segunda-feira, 12 de junho de 2006
domingo, 28 de maio de 2006
Words are very unnecessary.
Mas é o único meio de ficar perto de você.
E o o único para qual me entrego. E tento expressar nessas mesmas palavras intocáveis como você me machuca e minha gratidão por mim mesma por conseguir ser livre ainda assim.
Livre.
E é sentimento e é desejo e é entrega e quiçá, um pouco de tudo.
Só sei que me consome e te idolatra.
Postado por Nathália. às 10:29 PM 2 comentários
sábado, 27 de maio de 2006
Soundtrack: Amara Portuondo, "Que emocion"
Foi tão injusto quanto o dia em que uma moça com retiré torto passou de nível na dança primeiro que eu.
É tão engraçado a forma como eu achava que sentir raiva era para pessoas incompletas e imaturas. Mais engraçado ainda a necessidade que eu tinha de me apaixonar por alguém quando eu pensava assim.
Agora, parece que quando o amor é próprio, a gente é livre para sentir raiva sem culpa e sem medo de tudo o que desejamos de mal ao outro vir nos afrontar.
E a gente é livre porque não passamos cada dia da vida torcendo para o fracasso alheio, mas apenas quando nos vem à cabeça tudo de mal que nos foi feito, oculto. A maneira como entraram na nossa vida, mudaram tudo aquilo em que acreditávamos e a maneira como foram embora pra sempre.
E quiseram tirar nossa própria identidade. A mesma que desde a pré-adolescência, buscávamos em canções confusas, modas alternativas, na vontade de ser exclusivo, de ter uma opinião própria, de convencer, no ato da auto-afirmação.
Aquela mesma busca que resultou em lágrimas e divagações e explosões dentro de nós, que nos obrigou a crescer da noite pro dia sozinhos, porque ninguém compreendia.
Toda aquela dor e experiência quiseram nos tomar. Torná-las em vão.
É, sejam livres. Não se apaixonem.
Não pelos outros.
Outros que afirmarão te amar, mas na maioria das vezes por dó e não por causa da consciência de que essa frase te fará saltitar e sua felicidade é a causa principal da deles. Outros que comentarão cada defeito seu com algum amigo e dirão estar se cansando da sua pessoa aos poucos. Outros que levarão essa situação até ela se tornar insustentável e te dirão adeus da maneira mais fria possível (ou nem isso...) e tomarão raiva da sua cara.
E não, aqueles textos de auto-ajuda que dizem que as decepções vão te fazer amadurecer e criarão novos jeitos de ver o tal do "amor", na verdade te farão entristecer com a realidade, porque esse jeito aí é único e se consolidou enquanto te liam contos de fadas.
A verdade é que toda a beleza e todo o lirismo estão no sonhar. E todo o sentido consiste na IDÉIA de que entre seis bilhões de pessoas tem um serzinho que vai gostar tanto de você, que aprenderá a conviver com cada peculiaridade sua e será fiel, que te levará a todos os lugares maravilhosos que você sonhava enquanto assistia à algum romance com roteiro medíocre quando era adolescente. Alguém que lê seus pensamentos e cujo sorriso compensa cada passo para trás que você deu.
Mais engraçado que minhas filosofias equivocadas é quando você descobre que esse serzinho é você mesmo.
E muito, muito mais cômico ainda é como você se contradiz. Ao mesmo tempo que tem plena consciência de tudo que foi escrito aqui, alguém que sente atração por você e é correspondido cai na sua vida e você se torna o mesmo idiota sentimental de anos atrás. Afinal, a crença de que os que buscam a solidão demoram pra se cruzar, mas acabam se dando bem quando se encontram por estarem presas a um "eu" bem claro, sempre existiu.
É tudo culpa das novelas da Globo.
Postado por Nathália. às 12:36 AM 0 comentários
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Soundtrack: Alpha, "Sometime later"
Era uma vez uma menina cheia de vida e intensa.
Que via poesia em tudo, dançava com músicas intocáveis, invisíveis, inexistentes. Cantava se imaginando diva enquanto girava pelos corredores afora.
Num certo dia, a menina começou a se sentir pressionada porque por um único, um único e mísero instante, ela caiu em si.
Passaram pela sua cabeça todas as situações pelas quais ela passaria dali para frente. Passaram todas as frases ainda não ditas e todas as dificuldades ainda desconhecidas. Passou que ela estava encarando a vida como um amontado de horas mortas, frias, sem sentido. Passou o fato de que ela não poderia se consolar com mil barras de chocolate porque o [até então] sonho dela exigia sacrifícios. Reviu todas aquelas cores de Almodovar e ouviu de novo a trilha sonora daqueles dramas densos de fins de semana num segundo, e ela se achou nos trechos mais medíocres e tristes de cada um. Refletiu sobre a amiga que estava enfrentando problemas de gente grande e sobre si mesma, que estava sozinha dentre outros milhões de problemas, mas de gente que pensa demais. Rezou para que o fim de semana chegasse logo, só para que ela pudesse se acomodar no chão e chorar sem nenhuma voz interna gritar que é preciso estudar Física. Ela imaginou a vida da menininha cuja mãe bateu em casa à noite pedindo um cobertor, que mesmo vivendo uma vida sem perspectiva e vazia à primeira vista, não perdia o sorriso inocente. Não perdia o sorriso. A menininha sorria... sorria por dentro, pareceu.
Pensou em onde está e para onde está indo e só obteve silêncio. E pensou em como tudo que tem feito, parece ser apenas uma tentativa frustrada de deixar as pessoas ao redor cientes de que ela é real.
Ela é real e não quer acordar.
Postado por Nathália. às 8:13 PM 3 comentários
terça-feira, 18 de abril de 2006
E aí eu acordei e vi que não tinha mais 15 anos e por um momento, pareceu que só eu sabia.
E o dia começou infeliz, junto com as decepções e as descobertas que têm me perseguido... só que agora eu encontrei motivos que superam isso tudo.
Sabem, muita gente vê amor como aquele amor que leva duas pessoas a se casarem, ao ciúme besta, por aí. Agora eu entendi que não é bem isso.
Amor é quando você se sente extasiado ao saber que o outro tá feliz e quando mesmo com a distância, é possível cuidar um do outro e sentir o que está acontecendo.
Ele se dá quando duas pessoas se conhecem mesmo, parece que podem ler pensamentos. Quando você sabe que a maior chance é que ele termine casado com outra, mas sabe que você não vai ter saído da sua vida e sorri.
É eterno. Altruísta. Incentiva amor próprio e incentiva o sonho, não a resignação.
E eu achei que tivesse perdido isso. Nah. Meu amor de verdade é outro.
Começou há 7 anos atrás e me arranca sorrisos até hoje, felicidade, intensidade. Força. Não demanda entrega, porque já é por si só.
E passa tranquilidade, trazendo graça e indiferença para a minha decepção... é muito maior que isso, que eu. Incrível como uma das minhas maiores conquistas não foi construída só pela minha pessoa.
Bom, feliz aniversário pra mim.
Não foi fácil chegar até aqui, principalmente por eu sempre ter tido um caos e solidão por dentro.
E não foi fácil não perder minha identidade.
Postado por Nathália. às 7:32 PM 6 comentários
terça-feira, 11 de abril de 2006
Soundtrack: Oswaldo Montenegro, "Entre uma balada e um blues"
É, desculpem o sumiço...
Acontece que estou cansada, não tanfo fisicamente, mas cansada das pessoas.
Por vezes de mim.
Nunca esperei tanto por um feriado, pra ter a chance de sair um pouco daqui e ver quanta coisa vale mais a pena que viver pela vontade dos outros.
Não que eu precise de sair da cidade para entender meu pensamento, mas preciso de um tempo para colocá-los de volta no lugar e ver que eu não estou errada.
(Eu já teria morrido por dentro há tempos caso tivesse.)
E não que eu viva completamente pela vontade dos outros.
Mas todos vivemos um pouco, sim, por que EU iria fugir disso?
Por mais que eu consiga às vezes, indo contra a vontade de todo mundo e acreditando em todo-mundo-sabe-o-que.
Nem isso diminui meu cansaço agora.
Postado por Nathália. às 9:08 PM 2 comentários
domingo, 26 de março de 2006
Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também
O que nos juntou
Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só pra saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero
Resposta
Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão
Os versos seus
Tão meus
Que peço
Nos versos meus
Tão seus
Que esperem
Que os aceite
Em paz
Eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais
Eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...
Postado por Nathália. às 12:27 PM 2 comentários
quinta-feira, 16 de março de 2006
Soundtrack: Tchaikovsky, "Swan Lake"
Sou alguém com medo de ser tão auto suficiente quanto me julgam, e com medo de precisar de alguém além da conta.
Eu nunca soube fazer por mim mesma algo maior que usar meus pés, chorar, e sair procurando algum detalhe ou beleza que me pudesse dar uma dica de quem eu era.
Vejo pouco sentido em permanecer aqui, mas volto ao passado por um instante. E vejo ainda que esse pouco tem uma força tão grande, que se eu existo é por causa dele.
Daí vejo também todos os sorrisos, lágrimas e sentimentos contidos nesse "pouco",
Que como não bastasse ser só forte, é completo...
Postado por Nathália. às 9:12 PM 2 comentários
terça-feira, 14 de março de 2006
Lembro como se fosse ontem quando Você entrou no meu icq conversando em francês...
Como eu demorei meses pra descobrir que Você morava em outra cidade, outro estado...
Como nem demorou pra Você ter se tornado uma das pessoas mais especiais e raras que eu conheci...
De tudo que eu te disse, de tudo que eu quis, de como você entendeu. Do pedido de casamento e das confissões.
Das conversas diárias...
Da sua ansiedade. Lembro do dia em que Você me ligou no colégio pra contar que tinha entrado na USP. Lembro que fiz mais festa que Você.
Tudo isso ainda tá em mim... eu nem sabia que sua amizade me fazia essa falta toda, nem pensava que te amava tanto.
Você não faz idéia de como eu chorei quando Você disse no msn "tinha que tar na aula, mas entrei pra dar oi..."
Saudades ATÉ A ALMA...
Postado por Nathália. às 9:52 PM 1 comentários
segunda-feira, 6 de março de 2006
Não cabe na vida que eu busco respirar por alguem que não merece.
Simplesmente.
Ainda tem o amor de outros, tem o meu, tem o meu futuro, tem a diferença que eu faço na vida de algumas pessoas e 37263273 pensamentos por segundo.
Tem unha encravada, dedo sem unha, panturrilha queimando, músculo esticando, abdomen tremendo, sequencia nova, auto-superação gritando no meu ouvido, attitude, grand jete, grand ecart, developpe, tendu, grand plie, pirouette e meu pé que precisa mais de atenção que nunca (alguém me explica que bolha é essa?) .
Tem meu sentimentalismo que está a tal nível que eu chorei vendo Flashdance. Tem aquela música ridícula que ganhou o Oscar perturbando meu sono.
Tem meu passado e tudo o que eu fiz com ele. Tem que eu faço tudo errado desde sempre.. tem quem discorde.
E tem quem não valha nada disso.
Postado por Nathália. às 11:23 PM 3 comentários
domingo, 26 de fevereiro de 2006
Soundtrack: Mick Jagger, "Visions of paradise"
O que seria do ser humano sem planos?
Se dizem que não há mais esperança, nem sentido ... bom, quem disse isso nunca deve ter dedicado horas do seu dia a fazer nada, com cara de besta, a sonhar... cogitando a possibilidade de tornar reais, todas as outras horas já sonhadas antes.
Quero viver de arte, quero calar a boca de muitos descrentes com arte, quero ser mais uma na luta pra mudar a situação em que Ela se encontra.
E quero agradecer a quem acreditou. Com arte, sim, mas também com abraços de duas horas.
Sabe o que é melhor nisso tudo?
O Otávio existe e acredita. Se não só em mim, nas minhas palavras e na mania de poetizar os sonhos.
Postado por Nathália. às 2:54 AM 5 comentários
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Soundtrack: Kelly Clarkson, "Because of you"
Aquele poema do Pablo Neruda e todas as vezes em que me coloquei nele estão cada vez mais distantes.
Não que tenha perdido o sentido pra mim... mas parece que pra Você nunca houve sentido algum.
Postado por Nathália. às 7:15 PM 4 comentários
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
"The next time you look into the mirror, just look at the way the ears rest next to the head; look at the way the hairline grows; think of all the little bones in your wrist. It is a miracle. And the dance is a celebration of that miracle."
Ganhei minha vida de volta.
Me senti em casa e me senti... chega a ser assustador (da maneira mais linda de todas, claro) o quanto eu amo a dança, e o quanto eu estou disposta a fazer tudo para respirá-la cada vez mais.
Mais que nunca, além de um estilo de vida é a minha maior prova de amor próprio.
Eu estou feliz. Realmente feliz.
Embora eu pensasse que poderia contar tudo isso a muito mais gente agora. Embora uma parte de mim ainda deseje isso por demais...
Não importa.
Por enquanto o amor próprio me basta.
Postado por Nathália. às 8:30 PM 3 comentários
domingo, 29 de janeiro de 2006
"Isn't everything we do in life a way to be loved a little more?"
Postado por Nathália. às 5:46 PM 2 comentários
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Hoje eu andei no meio de uma multidão, entrei num ônibus lotado e não reconheci nenhum rosto, numa cidade que eu conhecia pouco.
Consegui enxergar cada um como um ser único com sua história. Imaginei cada história. Imaginei o motivo que fazia aquelas pessoas estarem naqueles lugares naqueles instantes. Me vi como apenas "mais uma" e não doeu.
Quase chorei... de alguma forma me senti sortuda por estar ali.
Talvez eu deva mesmo trocar meu mundo por um maior...
Postado por Nathália. às 9:33 PM 1 comentários
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
Porque ele sabe o que é amizade. E ele sabe demonstrar... e eu vi primeiro, kct!!! =D ihouuuuu
Postado por Nathália. às 12:43 AM 2 comentários
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Fui atrás de um passado perdido e aparentemente eu não sou uma besta insensível. Sim, meus queridos... eu sei amar alguem pra sempre. E tudo indica que eu também sei dar valor a uma amizade real... e é tão contraditório com certas atitudes minhas, que chega a ser a lição de moral mais fofa que eu recebi da vida. OBRIGADA POR TUDO, JU!
Eu descobri um lado fútil em mim que é puramente irritante.
Sério, eu realmente odeio minhas cortinas novas... eu quero tocar fogo nela como quis tocar fogo numa igreja quando vi O nome da rosa. Aham, a gente vive num mundo onde a companhia humana é praticamente desprezível. Onde você é valorizado por aquilo que tem. Onde a comunicação se dá na maior precisão e na maior velocidade possível e ainda assim, meus caros, AINDA ASSIM... tem gente que acha que uma porra de florzinha mal pintada num tecido ridículo agrada.
A pior parte é que a merda da cortina é incrivelmente melhor que a que tinha antes.
Aquela penumbra e aquele clima de filme romântico em que a mulher morre no final me inspiraram completamente. Eu dei um show pro nada e acabei fazendo o penchée mais perfeito da minha vida.
Talvez meu lado fútil além de fútil, seja brega. Parece que meu lado artístico adora.
Acho que vou comprar um vestido de quadrilha.
Postado por Nathália. às 9:04 PM 3 comentários
sábado, 31 de dezembro de 2005
Feliz Calendário Novo...
Feliz Ano Novo... de coração.
E eu vivi boa parte do ano que se vai por tua causa...
Porque te amo como jamais amei alguém
Porque cada vez que você sorri eu me sinto em paz...
E quando você diz me amar também,
Sei que podem tirar tudo de mim... menos teu carinho.
E eu vivi boa parte do ano que se vai por tua causa...
Faltam 29 minutos para que se torne mais uma lembrança.
E você não está por perto...
Postado por Nathália. às 10:35 PM 1 comentários
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Soundtrack: Kath Bloom, "Come here"
E o ano se vai e eu continuo aqui.
Mudada, pela primeira vez.
Talvez viver seja mesmo melhor que sonhar e talvez a minha vida seja um sonho, afinal.
Lembro de quando vi Antes do Amanhecer pela primeira vez.
Aquele dia foi motivo de lágrimas a tarde toda...
Por mais que eu pudesse sentir alguma realidade naquela ficção tão linda, isso só acontecia porque ainda via aquilo com olhos de criança. Só desejava...
("I'm a delusion angel... I'm a fantasy parade...")
Ontem pude ver de novo e essa realidade que eu senti veio por si só. Não é uma vontade... é real.
As divagações, os pensamentos malucos e alguém prá desabafar tudo isso sem culpa. Existem...
E a verdade que eu alcancei agora... é linda.
Desejo a todo mundo no próximo ano uma verdade assim... que baste para algum sentido surgir. Que caiba em si.
Mas que nunca perca os olhos de criança...
Postado por Nathália. às 10:47 AM 5 comentários

